domingo, 30 de agosto de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
...o problema é que esse vazio aumenta quando o tempo passa,
e me angustia o que vai acontecer agora ou mais tarde.
É como perder lembranças, e se ferir sem ter alguém para soprar a ferida, ou segurar a mão quando o remédio arder.
É irritantemente insuportável sentir falta do que completava meus dias.
Mas, mais irritantemente insuportável é saber que tudo isso vai passar e que vou me acostumar com a ausência do que antes era meu todos os dias da minha vida.
" Guardo um retrato teu e a saudade mais bonita.."
quinta-feira, 9 de julho de 2009
e ficará um vazio e a esperança de um amanhã.
Acordei inventando dores e sonhos. Desses que a gente insiste em nunca acordar.
Acordei imaginando que tudo foi uma mentira sem graça, tão curta, tão bêbada e que a realidade não passa de um tributo aos velhos fantasmas que se foram, que não voltam.
E parece-me tudo tão desconexo, tão divergente, tão pálido que o fato de balbuciar um pequeno adeus torna-se tão profundamente superficial comparado com a dor que deveras sinto.
Acordei, torcendo por deparar-me com um reflexo cansado e uma lixeira cheia de sonhos de um noite mal dormida. Mas, no espelho não tinha reflexo, só um bilhete de despedida.
Acordei imaginando que tudo foi uma mentira sem graça, tão curta, tão bêbada e que a realidade não passa de um tributo aos velhos fantasmas que se foram, que não voltam.
E parece-me tudo tão desconexo, tão divergente, tão pálido que o fato de balbuciar um pequeno adeus torna-se tão profundamente superficial comparado com a dor que deveras sinto.
Acordei, torcendo por deparar-me com um reflexo cansado e uma lixeira cheia de sonhos de um noite mal dormida. Mas, no espelho não tinha reflexo, só um bilhete de despedida.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Porque são pequenos os dias.. e eles passam tão fugazes que já não os tenho, nem me deixam.
Agarrá-los sozinha é uma tarefa tão árdua que suporto por necessidade. É sobrevivência, porque esta é a lei. Esta é a farsa que vivo e desgosto. Já não suporto minha solidão a dois, e viver de monotonia e renuncias já não me faz tão bem!
Agarrá-los sozinha é uma tarefa tão árdua que suporto por necessidade. É sobrevivência, porque esta é a lei. Esta é a farsa que vivo e desgosto. Já não suporto minha solidão a dois, e viver de monotonia e renuncias já não me faz tão bem!
segunda-feira, 15 de junho de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
É como me sinto agora, num céu sem estrelas, num salão sem som, com um violão sem corda, com pés sem chão... E como voar sem asas? E como aceitar algo que lhe é imposto assim, sem aviso prévio ou garantia de sucesso no fim? E qual é o nosso fim?
Como contar histórias felizes se a cada dia felicidade passa a ser uma brincadeira sem graça que não contaremos aos nossos netos, porque não haverão netos, nem filhos, nem futuro.
Como contar histórias felizes se a cada dia felicidade passa a ser uma brincadeira sem graça que não contaremos aos nossos netos, porque não haverão netos, nem filhos, nem futuro.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Ele faz balanços e cálculos.
Eu, pose e poesia.
E a gente dança junto
na matemática dessa sintonia.
Embora as duas coisas se completem,
gosto mais nele aquilo que me opõe:
Gosto que me traga o que não domino.
Gosto de ter o que me dispõe
Falar da vida de forma enciclopédica
relatando dados, datas, estatísticas.
E eu entendo melhor quando ele ensina:
Em tempos de crise,
coração aberto e renovado,
só podia atrair um economista.
Eu, pose e poesia.
E a gente dança junto
na matemática dessa sintonia.
Embora as duas coisas se completem,
gosto mais nele aquilo que me opõe:
Gosto que me traga o que não domino.
Gosto de ter o que me dispõe
Falar da vida de forma enciclopédica
relatando dados, datas, estatísticas.
E eu entendo melhor quando ele ensina:
Em tempos de crise,
coração aberto e renovado,
só podia atrair um economista.
domingo, 26 de abril de 2009
... E o mundo insiste em fazer assim, exatamente dessa maneira.
vendo molduras acabadas porque o tempo passou e elas ficaram alí sobre uma penteadeira esquecidas no sótão.
Gritei à cidade esta noite...mas ninguém ouviu.
Ninguém ergueu a cortina e saiu na janela pra ver quem perturbavam-lhes o sono.
Achei que tinham morrido e deveras estiveram.
O mundo havia parado e eu mais uma vez encontrava-me no centro do mundo sozinha.
Assim em uma consciência consolidada que reside em um salão de jantar escurecido perto do teto de uma mente onde o chão se desloca como dez mil baratas, quando um feixe de luz penetra como todos os pensamentos unidos em um instante de harmonia do corpo não tão repelente...
E eu alí como as baratas que não compreendem as verdade que ninguém nunca fala.
[...]
Lá fora o sol brilhava, mas ainda chovia dentro de mim.
Uma chuvazinha, fina, miúda e fria.
vendo molduras acabadas porque o tempo passou e elas ficaram alí sobre uma penteadeira esquecidas no sótão.
Gritei à cidade esta noite...mas ninguém ouviu.
Ninguém ergueu a cortina e saiu na janela pra ver quem perturbavam-lhes o sono.
Achei que tinham morrido e deveras estiveram.
O mundo havia parado e eu mais uma vez encontrava-me no centro do mundo sozinha.
Assim em uma consciência consolidada que reside em um salão de jantar escurecido perto do teto de uma mente onde o chão se desloca como dez mil baratas, quando um feixe de luz penetra como todos os pensamentos unidos em um instante de harmonia do corpo não tão repelente...
E eu alí como as baratas que não compreendem as verdade que ninguém nunca fala.
[...]
Lá fora o sol brilhava, mas ainda chovia dentro de mim.
Uma chuvazinha, fina, miúda e fria.
sábado, 18 de abril de 2009
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Sirius.
sábado, 28 de março de 2009
Por existir.
terça-feira, 24 de março de 2009
Desabafo.
Acontece que estou me sentindo pequena, e que ás vezes palavras pequenas parecem tão significantes e grandes...
Tenho saudade do tempo em que superávamos o que quer que fosse com um bom diálogo, mas agora diálogos são tão escaços, nossos olhares, nossos silêncios e o teu frio congelando meu coração em brasa.
Eu não sei o que me falta, ou o que tenho demais. Não sei o que tenho feito de errado para que o teu mundo me evite. Sinto-me em um plano qualquer quando do modo menos singelo, e o mais duro e áspero possível você consegue me evitar. E o faz. E me machuca.
Sabe, ás vezes penso que faço papel de idiota, ou sei lá o que. Parece que meu jeito de amar te incomoda tanto... Mas, porque não falas?
Meu coração está diminuindo... quando penso na distância, na tua frieza e nessa imensidão de amor que sinto e que nem quero sentir. Você não sabe o quanto é difícil tentar te amar menos, tentar fechar meus olhos e imaginar meus dias sem a essência da tua presença. E o que me dói verdadeiramente é que isso parece tão simples para você.
Eu queria sentir teu coração bater por mim... eu queria que minhas incertezas fossem apenas coisas tolas das quais minha mente inventa. Mas, eu me confundo a cada dia. Tu me confundes. Porque o teu amor me parece tão contraditório.
Eu só queria que estivéssemos bem. Que fôssemos os mesmos. Que eu não sentisse medo para não precisar estar te escrevendo essas coisas.
É estranho me doar por inteira quando não é assim que me sinto. É insuportável saber que eu sou a única em tua vida, mas que existem tantas outras coisas que me colocariam num terceiro,quarto ou quinto sentido nela.
É terrível saber que não sou a melhor que já esteve em tua cama, quando tu és o único da minha. Que meus problemas são problemas meus e que ás vezes aparento ser tão infantil.
Não viveria sem dor caso te perdesse agora... Isso é fato, mas ás vezes acho que estou te perdendo aos pedaços e fragmentando minha dor.
Eu não sei tuas perspectivas para o futuro, não sei nem se desejas de fato que eu esteja em teu futuro... ás vezes não sei quem tu és, ás vezes durmo com um estranho que amo... tanto e intensamente que suporto calada. Suporto porque meu amor é maior que teus defeitos, porque minha sede é saciada com teus beijos, porque eu me embriago diariamente nesse sentimento que dói, mas, que também me dá prazer.
Eu não sei não te amar, mesmo quando tu me machucas, mesmo quando tu não me amas e me faz sentir pequena.
Eu precisava de algum modo expor o que sinto... para poder começar tudo de novo. Para poder te abraçar e sentir que não existem mentiras entre mim e ti.
Eu precisava gritar para poder te desculpar em meu silêncio, eu precisava chorar minhas dores para poder sorrir ao teu lado..
E se tudo isso parecer daqueles dramas de novela mexicana, pordoe-me meu bem, eu sou muito mais coração do que possas imaginar.
"Boa noite e saiba que eu te amo!"
Tenho saudade do tempo em que superávamos o que quer que fosse com um bom diálogo, mas agora diálogos são tão escaços, nossos olhares, nossos silêncios e o teu frio congelando meu coração em brasa.
Eu não sei o que me falta, ou o que tenho demais. Não sei o que tenho feito de errado para que o teu mundo me evite. Sinto-me em um plano qualquer quando do modo menos singelo, e o mais duro e áspero possível você consegue me evitar. E o faz. E me machuca.
Sabe, ás vezes penso que faço papel de idiota, ou sei lá o que. Parece que meu jeito de amar te incomoda tanto... Mas, porque não falas?
Meu coração está diminuindo... quando penso na distância, na tua frieza e nessa imensidão de amor que sinto e que nem quero sentir. Você não sabe o quanto é difícil tentar te amar menos, tentar fechar meus olhos e imaginar meus dias sem a essência da tua presença. E o que me dói verdadeiramente é que isso parece tão simples para você.
Eu queria sentir teu coração bater por mim... eu queria que minhas incertezas fossem apenas coisas tolas das quais minha mente inventa. Mas, eu me confundo a cada dia. Tu me confundes. Porque o teu amor me parece tão contraditório.
Eu só queria que estivéssemos bem. Que fôssemos os mesmos. Que eu não sentisse medo para não precisar estar te escrevendo essas coisas.
É estranho me doar por inteira quando não é assim que me sinto. É insuportável saber que eu sou a única em tua vida, mas que existem tantas outras coisas que me colocariam num terceiro,quarto ou quinto sentido nela.
É terrível saber que não sou a melhor que já esteve em tua cama, quando tu és o único da minha. Que meus problemas são problemas meus e que ás vezes aparento ser tão infantil.
Não viveria sem dor caso te perdesse agora... Isso é fato, mas ás vezes acho que estou te perdendo aos pedaços e fragmentando minha dor.
Eu não sei tuas perspectivas para o futuro, não sei nem se desejas de fato que eu esteja em teu futuro... ás vezes não sei quem tu és, ás vezes durmo com um estranho que amo... tanto e intensamente que suporto calada. Suporto porque meu amor é maior que teus defeitos, porque minha sede é saciada com teus beijos, porque eu me embriago diariamente nesse sentimento que dói, mas, que também me dá prazer.
Eu não sei não te amar, mesmo quando tu me machucas, mesmo quando tu não me amas e me faz sentir pequena.
Eu precisava de algum modo expor o que sinto... para poder começar tudo de novo. Para poder te abraçar e sentir que não existem mentiras entre mim e ti.
Eu precisava gritar para poder te desculpar em meu silêncio, eu precisava chorar minhas dores para poder sorrir ao teu lado..
E se tudo isso parecer daqueles dramas de novela mexicana, pordoe-me meu bem, eu sou muito mais coração do que possas imaginar.
"Boa noite e saiba que eu te amo!"
quinta-feira, 19 de março de 2009
Não foi como das outras vezes em que chegava quieto, tão simples, tão doce. Dessa vez foi gritante, exagerado, ácido e duradouro. Sim, tão duradouro e infinito que parou o tempo, ou foi o tempo que parou sozinho... não sei. Apenas o que possuo em memória é que foi intenso ao mesmo tempo que superficiAL. Agora ele não vem mais, não vem porque permanece. Tão gritante, exagerado e ácido como no dia em que veio mudado.
Agora ele mudou de capa, de rosto, de maquiagem, de nome. Agora chama-se amor o que outrora era paixão.
P.S: Que seja
Agora ele mudou de capa, de rosto, de maquiagem, de nome. Agora chama-se amor o que outrora era paixão.
P.S: Que seja
segunda-feira, 16 de março de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
Relatos de um fim de dia
Era noite, quase no seu fim quando ela encaminhava-o ao portão.
Eles conversavam sobre coisas, que acabaram tão insiginifantes quando repentinamente o animal agride o seu cachorro.
O animal batia, o pequenino chorava e parecia sentir dor, e de fato sentia. Era triste tamanha violência contra um ser indefeso e muito mais humano do que aquele horrendo animal. Não resisti ao comentário:
- Ele faz isso sempre. O coitadinho do cachorro fica aí triste.
- Mas, ele bate porque?
- Oxe! Nem sei.
- E precisava tanta violência, lá em casa a gente até bate mas, é só um tapinha para aprender.
- Uma criatura que faz isso com um cachorro, deve tratar como o filho? Às vezes dá vontade de denunciar.
- É! Denuncia. Ele pode até ser preso por maus - tratos de animais.
- Vou denunciar!
- Ah! Mas aqui fica difícil... Deixa eu ir. Boa noite.
- Boa noite
- Nessa tua rua tem de tudo viu!
- E se tu procurar acha um pouco mais..
E calei-me e calou-se, diante de um papel inútil.
Eles conversavam sobre coisas, que acabaram tão insiginifantes quando repentinamente o animal agride o seu cachorro.
O animal batia, o pequenino chorava e parecia sentir dor, e de fato sentia. Era triste tamanha violência contra um ser indefeso e muito mais humano do que aquele horrendo animal. Não resisti ao comentário:
- Ele faz isso sempre. O coitadinho do cachorro fica aí triste.
- Mas, ele bate porque?
- Oxe! Nem sei.
- E precisava tanta violência, lá em casa a gente até bate mas, é só um tapinha para aprender.
- Uma criatura que faz isso com um cachorro, deve tratar como o filho? Às vezes dá vontade de denunciar.
- É! Denuncia. Ele pode até ser preso por maus - tratos de animais.
- Vou denunciar!
- Ah! Mas aqui fica difícil... Deixa eu ir. Boa noite.
- Boa noite
- Nessa tua rua tem de tudo viu!
- E se tu procurar acha um pouco mais..
E calei-me e calou-se, diante de um papel inútil.
segunda-feira, 9 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009

E no balanço monótono da máquina de costura vou tecendo os pedaços de minha vida, os retalhos de meus sonhos que por tanto tempo ficaram mofando numa sacola velha no fundo do baú. Hoje Vejo a vida numa dimensão mais completa, uno os trapos passados e transformo no mais belo presente que posso dar a mim mesma. São pedaços meus.. Sou eu naqueles pequenos unir de momentos.. E assim prossigo unindo sonhos, esperanças e realizações para que em algum futuro eu possa estender sobre mim a colcha de minha vida para quando sentir frio eu lembre dos momentos de calor, quando houver medo eu lembre dos momentos em que nunca estive sozinha.. E enquanto tempo tarda a passar, aqui estou eu no balanço monótono da máquina de costura.
terça-feira, 3 de março de 2009

E fizeram-me ter medo, caminhar no escuro do porão sozinha.
Senti a escada fria e escorregadia sob meus pés.
E não pude conter a lágrima que escorria no meu silêncio, no meu cansaço.
Sentei-me em algum daqueles cantos, temendo deparar com a multidão de baratas que a tanto rondava aquele espaço, temia ser devorada por uma delas, mesmo sabendo o quanto era vaga e idiota a idéia.
Abri uma caixinha de música empoeirada, ainda funcionava como muitas das coisas alí confinadas. Dei corda e fiquei apreciando a melodia, que recordava-me qualquer melodrama já vivido, apoiei a cabeça cansada sobre o joelho já machucado do castigo outrora recebido, adormeci e alí permaneci rogando que as baratas não me consumissem.
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