sexta-feira, 23 de setembro de 2011

É Possível Recomeçar.

Imagina-se um dia lindo, cheio de surpresas. Irás me surpreender a cada momento. E aí tudo acontece. Eu te amo, eu te adoro, estarei contigo para sempre. Que irônico esse sempre, lute pelo amanhã e então diga consegui mais 24 horas. Um começo mútuo e terno, olhares que prediziam amor. Ilusão avassaladora e ilusória, apenas de uma parte. Como se pode começar o que não começou. Simples, criam-se fantasias medíocres e enganadoras, pelas quais nos aprisionam e nos embrutecem.

O amor cresce, privamo-nos de beijos, abraços e tantos outros atos bons da vida, visando à fidelidade. Mas a fidelidade não existe, se não há uma relação constituída. Logo após, tornamo-nos sinceros ao extremo, falamos o que pensamos. Todavia, não há sinceridade, sobre qual sentimento está posto ali. Ouvem-se músicas, e todas as fazem lembrar os momentos a dois. E assim, descobrem-se, quais foram estes momentos? Vive-se em função de outrem, e quem vive por você?

E, por fim a verdade vem à tona, passastes longos dias numa quimera, regrada a mentiras, medo, sorrisos dúbios, mensagens ambíguas, toques disfarçados, desejos oclusos. Tão ruim descobri que não houve começo. Entretanto, é possível recomeçar, mesmo dessa forma. Não se perca nos teus sonhos, realize-os ou mostre-se sincero consigo. Se não der certo, siga em frente! No início será difícil, no entanto terás um começo.



Ilusionista: Páginas Viradas

Iludido: Carlos Alencar Souza Alves Junior (Livro em Branco)



sexta-feira, 1 de julho de 2011

Reminiscências e Perspectivas de um Cisne Negro







Como saber discernir toda essa efervescência, pela qual meu corpo já não suporta. Transgrido entre salas, e as respostas se esvaem. Sinto toda a testosterona vir ao meu âmago, e por medo a contenho para não demonstrar todo meu lado lascivo. Abstenho-me com força burlando os pesadelos e desejos oníricos, os quais me aprisionam e não me deixam ver tamanha criatura provinda dos mares. Quero vê-la, todavia não posso. Cometer tais pecados me tornaria uma criatura sedenta por catres e alcovas tão lúgubres quantos àqueles.

Em que navio seguir? Devo me embrenhar no que meu corpo pede ou teatralizar frente ninfetas, concubinas, Afrodite. Já o fiz, já o faço. Tenho domínio de meu poder eloquente e fajuto. Tremer frente a tamanho cisne branco, fingir esboçar sorrisos de um adeus tão distante, mostra-se minúsculo já que as naus já partiram.

Alegria transformada em ódio, o ímpeto de vingança, por não conhecer-se; pavor; inveja; facas, grande projetil, sangue escorrendo de suas penas brancas. A sua doçura me enoja e ao mesmo tempo me seduz. Desejo seu fim em um naufrágio, porém sofreria pelo resto dessa vida sombria e miserável de um cisne negro. Não daria certo unirmo-nos. No entanto queria apenas sentir teu peito e a força de teu escapulário, queimando-me as entranhas repugnantes com sua voz exorcista. As trevas levam-nos à fragilidade.

Eu nunca seguiria em frente contigo, porque amargo são os medos de não possuir mais a perfeição, a qual me impulsiona a fortaleza; de perder o motorista que me direciona caminhos; de deixar de gozar de um negativismo, pelo qual me sinto cada vez mais capaz no que intento; de relembrar atitudes impulsivas, e evoluir como um cisne não tão negro; de rir sem parar das piadas contadas pela engraçada; de perceber os chatos excepcionais e por fim findar relatos dramáticos e chorar olhando para o computador.

Não sou tão estulto a ponto de não compreender, que agora estou galgando a passos rumos a fortaleza de um Zé, feliz por olhar em seus olhos de gato e esquivar pensamentos profanos. Turbilhão de catarses em um mar violento; siga em seu navio. Os cisnes se encontrarão no futuro e quem sabe poderão fazer parte da mistura.

Grumete: Carlos Alencar Souza Alves Junior

sábado, 21 de maio de 2011

Das Estações

E de repente o dia é longo demais e nublado o bastante. Não chove, não faz frio, mas sabemos que há um desconforto. Talvez porque falta aqueles brilhos bonitos de fim de tarde, ou o frescor das manhãs mais alegres. Acho que a cama fica pequena com tanta gente se aquecendo de um calor estranho e fútil, eu não caibo e me irrito, faz frio aqui embaixo do carpete, aquele que escondemos as sujeiras mal varridas. E não adianta simplesmente dizer: - Adapte-se. Não sou camaleão, muito menos hipócrita pra fingir que não existe indiferença.




É inverno na nossa estação.

domingo, 3 de abril de 2011

Das indigna-ações..

Em agosto de 1987 meu avô escreveu a seguinte matéria no Jornal de Jequié:



Diante de tantas noticias veiculadas pelos mais diversos meios de comunicação, onde se põe à nu a desonestidade dos homens públicos; ante as denúncias sobre uma comunidade de “marajás” que anda sugando as tetas do erário público; ouvindo e sentindo o fragor da multidão que clama por justiça, oprimida pelo pisotear de uma minoria aboletada no Poder, locupletando-se, como sanguessugas do povo, - lembrei-me de uma crônica escrita por Humberto de Campos, em o seu livro “DA SEARA DE BOOZ”.
“DA SEARA DE BOOZ”, é um livro editado em 1947 e, tem, em as suas páginas, crônicas escritas entre o ano de 1915 a 1916. Todas, pela clareza e leveza do estilo, pela critica velada e inteligente do renomado e imortal escritor, merecem ser sempre lidas e relidas. Uma delas, intitulada ‘ESPONJAS”, transcrevo hoje para os leitores deste Jornal.
Lendo, medite leitor, na perene atualidade das coisas e dos fatos eternos. Vamos à crônica:

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“O homem, descendente do macaco, é, por atavismo, deshonestos. Não há homem que não furte ou que, pelo menos, não sinta tentações de furtar. A questão, segundo se deduz do tratado que sobre a matéria escreveu o padre Vieira, é, apenas, de oportunidade. A harmonia das sociedades depende mesmo, e exatamente, da educação desse vicio, isto é, de concertar a capacidade surripiante de cada individuo com as ambições e com os interesses da desonestidade de todos. O segredo dos bons governos não consiste, pois, em suprimir os deshonestos, porque ninguém luta com a fatalidade; mas em conservar a harmonia do conjunto sem violência permanente sobre os indivíduos , isto é, em assistir ao ato de furtar, consentindo que o individuo exerça a sua função atávica, e providenciando para que essa função seja exercida com o mínimo de prejuízo para a coletividade. Em resumo: a missão dos governos consiste, não em guerrear o roubo, porque o roubo é invencível; mas em reduzir, tanto quanto possível, os efeitos do roubo, nas suas infinitas manifestações”.
“Um governante houve na terra que compreendeu isso com admirável capacidade: o Imperador Vespasiano, que foi, por sua vez, uma das maiores sanguessugas do povo romano. Durante o seu reinado, sabendo que não há homens honestos, nunca deixou de aproveitar os deshonestos, mesmo os mais famosos, e isso sem o menor prejuízo para o erário do império. A esses, dava ele, indistintamente, os cargos públicos em que se lidava com ouro, ou os que rendiam ouro, consentindo que se locupletassem com os dinheiros imperiais; assim, porém, que os sabia ricos, apanhava-os de surpresa, seqüestrava todos os seus haveres, fazendo voltar ao erário, quase sempre acrescido de juros, tudo o que dele havia saído. A esses indivíduos dava o imperador o nome de “esponjas”, que ele, no seu próprio dizer, se encarregava de espremer, quando cheias”.
“O Brasil, como todo aglomerado de homens, possue suas “esponjas”, algumas delas inteiramente repletas. O povo as aponta. O governo as conhece. A Nação as vê, apesar de pletóricas, sugando ouro pelos últimos poros. Não será chegado, porventura, o tempo de espremê-las?”
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O imortal Humberto de Campos nos lega, assim, atualíssima, uma crônica escrita em 1915! Dela, mantivemos a ortografia do Acordo de 1931 entre a Academia Brasileira de Letras e a Academia de Ciências de Lisboa, com forme desejos expressos pelos herdeiros do autor.
Jóias como esta, poderão ser lidas ou relidas, oportunamente, pelos nossos leitores. Humberto de Campos, por sua inteligência, não será por nós, deixado nas prateleiras empoeiradas das estantes. E creio mesmo que as suas palavras, reproduzidas com absoluta fidelidade neste espaço, serão, todas, saboreadas, deglutidas e mesmo entendidas, por todos os leitores deste Jornal.
Humberto de Campos Veras, que a cinqüenta e três anos nos deixou, continua conosco nas páginas maravilhosas dos seus livros, na suavidade dos seus versos e na sutileza da sua crítica; na merecida imortalidade da sua inteligência, e, na atualidade dos costumes da Nação. A de hoje, a mesma de ontem. Não, Humberto de Campos? Sim, responderia ele, de certo. Do inatingível da sua imortalidade onde refulge e triunfa, convencendo.


Os anos passam, as pessoas mudam, os cenários mudam, mas os problemas parecem tão iguais e a massa continua massacrada por poucos.
Espero que daqui á 30 anos meus netos não precisem republicar esta matéria. Que chegue um tempo em que não seja preciso gritar até enrouquecer para então sermos ouvidos. Eu ainda acredito!
 


sábado, 5 de março de 2011

Dos Medos.

E te digo deste meu medo de não ter medo, medo de me lançar em verdades que desconheço ou de perceber os tons com outros sentidos.
Eh! Eu tenho medo de não temer e descobrir estupidez em meu agir. 
Ou ainda pior, descobrir que tudo que eu vivi foi uma farsa que criei por medo. Este, que tantas vezes foi descrito desde o menino travesso ao mais belo poeta.. "Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação."

E por isso.. temo ou teimo! Não sei.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Dos Vôos..

A gente nunca sabe aonde chegaremos até decidirmos voar.
É sempre um sonho que tende a dar certo ou errado... e nunca sabemos até acontecer.
E nos dizem coisas que parecem estúpidas..
Raios não caem no mesmo lugar duas vezes,  e quando você menos espera, lá está seu corpo ardendo à uma voltagem que nem sei direito o quanto que é;
Então lhe dizem, são apenas sementes mas, sementes crescem, tornam-se árvores protegem homens e homens as cortam.
E quando estamos em pleno vôo as coisas se tornam tão esclarecedoras e ao mesmo tempo cegas que não as diferenciamos.
Estou voando agora e não sei ao certo sobre destinos, planos, ou chegadas.
E se me perguntam o momento exato de pousar, não sei, apenas espero que os bons ventos me digam!

sábado, 11 de setembro de 2010

Quando já não se sente,

É que já não sabemos simplemente o que é certo ou o que devemos fazer.


O compasso não está dos melhores, eu sei e você também sabe. Anda tão desentoada nossa sinfonia.

Parece que sentir saudade já nem é tão romântico, não há fogo nos nossos encontros, nem lágrimas em nossas despedidas.

É assim que simplesmente estamos. Estamos por comodidade, por medo, por segurança, por amor?

O que é o amor senão esse dias que convivemos e desconvivemos? já não sei!

Como sonhar os mesmos sonhos se nem os mesmos conseguimos ser??







"a felicidade talvez seja só uma escolha... e isso nos compromete demais." (Marla de Queiroz)